(Êh, mundão veio sem porteira!)
(Olha só, dá pra mim não!)
Eita gente esquisita, esse povo da cidade
Os homi pintando a unha, diz que é por vaidade
E o tal do TikTok, com dancinha de rebolar
Enquanto a muietada vai pro rumo do bar
Eu que sou xucro, criado lá no galpão
Olho pra esse negócio e digo: tem cabimento não!
Dá pra mim não, meu amigo, pega pra você!
Esse rumo da cidade eu não quero ver
Dá pra mim não, prefiro o meu rincão
Onde o sistema é bruto e a viola dita a lei do chão!
(Ai ai ai!)
Tô ajeitando as traia, pegando meu chapéu
Saindo de fininho sob a luz do céu
Me desculpe se fui grosso, é meu jeito de falar
Mas esse trem moderno eu não vou acostumar
Deixo a broderagem pros menino da capital
Tô voltando pra fazenda que lá o trem é real!
Dá pra mim não, meu amigo, pega pra você!
Esse rumo da cidade eu não quero ver
Dá pra mim não, prefiro o meu rincão
Onde o sistema é bruto e a viola dita a lei do chão!
Tô indo embora, uai!
Dá pra mim não...
(Tchau, obrigado!)