[male
vocals] (
Solo
de
viola
caipira
dedilhada
com
maestria) (
Ritmo
marcado,
cadenciado,
poeira
subindo)
Afinei
minha
viola
logo
cedo
lá
no
rancho
Arriei
o
meu
cavalo,
deixei
tudo
no
despacho
Vou
sair
de
madrugada,
antes
do
cantar
do
galo
Nesse
mundo
de
estradão,
onde
eu
nunca
me
abalo
A
viola
que
eu
tô
levando
foi
herança
do
meu
bisavô
Tem
cheiro
de
madeira
antiga,
onde
o
tempo
se
guardou
Também
levo
a
minha
sanfona,
companheira
de
jornada
As
teclas
são
prateadas,
lá
de
Barcelona
importada
Eu
vou
levando
a
vida
no
compasso
da
viola
Não
tenho
moda
pronta,
meu
destino
não
se
engrola
Meus
versos
faço
na
hora,
brotam
da
alma
pro
chão
Se
alguém
não
gostar
da
moda,
pego
o
rumo
e
dou
o
perdão
Mas
sigo
cantando
firme,
com
a
verdade
no
coração
Essa
festa
é
grandiosa,
o
rodeio
vai
começar
Tenho
que
fazer
bonito,
não
posso
me
atrapalhar
Não
posso
desafinar
na
grande
terra
de
Barretos
Onde
o
povo
é
exigente
e
cobra
todos
os
afetos
Lá
só
tem
gente
graúda,
os
fazendeiro
e
o
forgazão
Eu
sou
um
peixe
pequeno,
no
meio
dos
tubarão
Mas
não
me
sinto
acuado,
a
coragem
é
meu
guia
Vou
mostrar
que
a
tradição
é
a
minha
maior
alegria
Eu
vou
levando
a
vida
no
compasso
da
viola
Não
tenho
moda
pronta,
meu
destino
não
se
engrola
Meus
versos
faço
na
hora,
brotam
da
alma
pro
chão
Se
alguém
não
gostar
da
moda,
pego
o
rumo
e
dou
o
perdão
Mas
sigo
cantando
firme,
com
a
verdade
no
coração
Tô
feliz
e
satisfeito,
meu
coração
bate
mais
forte
Vou
mostrar
numa
festa,
rapaz,
desse
grande
porte
Depois
que
eu
cantar
as
modas,
se
o
povo
gostar
do
tom
Eu
volto
pra
minha
casa,
com
a
lembrança
de
um
som
bom
O
orvalho
cai
na
relva,
a
estrada
é
o
meu
destino
O
som
da
viola
ecoa,
desde
que
eu
era
menino
A
sanfona
chora
baixo,
conversando
com
a
viola
A
vida
de
violeiro
é
uma
eterna
escola
Se
a
poeira
levantar,
o
peão
fica
contente
Mostrando
pro
mundo
inteiro
o
que
a
gente
tem
na
mente
Verso
que
vem
da
raiz,
sem
mentira
e
sem
engano
Eu
sigo
a
vida
inteira,
fazendo
o
meu
plano
Eu
vou
levando
a
vida
no
compasso
da
viola
Não
tenho
moda
pronta,
meu
destino
não
se
engrola
Meus
versos
faço
na
hora,
brotam
da
alma
pro
chão
Se
alguém
não
gostar
da
moda,
pego
o
rumo
e
dou
o
perdão
Mas
sigo
cantando
firme,
com
a
verdade
no
coração
E
a
viola
continua...
ecoando
no
estradão.
Fui
embora,
mas
deixei
a
minha
gratidão. (
Solo
final
de
viola
e
sanfona
se
misturando) (
Fade
out)