[male vocals] Quando
eu
morrer
eu
não
quero
que
me
enterre
joga
no
Rio
que
as
piranha
vão
comer,
põe
uma
blusa
que
pra
eu
não
sentir
frio,
sou
friolento
até
sinto
arrepio,
se
não
der
tempo
de
levar
até
o
Rio
pode
deixar
em
qualquer
canto
por
aí,
depois
de
morto
não
preciso
nem
de
choro,
se
quando
vivo
arrancaram
o
meu
couro,
não
quero
vela
nem
velório
eu
explico,
tá
tudo
caro
e
disso
tudo
eu
abdico,
tudo
que
tenho
eu
deixo
pra
quem
quiser,
uma
gaita
velha
e
uma
guaiaca
sem
dinheiro,
daqui
não
levo
nem
sequer
uma
saudade,
é
muito
triste
a
vida
do
caminheiro,
depois
de
morto
não
preciso
nem
de
choro
se
quando
vivo
arrancaram
o
meu
couro,
não
tenho
medo
do
que
tem
do
outro
lado,
só
peço
à
Deus
que
me
livre
do
pecado,
não
tenho
medo
mas
também
não
quero
ir,
e
enquanto
Deus
quiser
vou
ficando
por
aqui,
minha
vida
aqui
foi
boa
eu
não
posso
reclamar,
de
tudo
que
eu
vivi
pouco
sei
pra
ensinar,
o
pouquinho
que
aprendi
é
que
nada
vou
levar,
depois
de
morto
não
preciso
nem
de
choro
pois
enquanto
estava
vivo
arrancaram
o
meu
couro