[female
vocals] (
Pandeiro,
cavaquinho
e
surdo
batendo
forte)
Segura
o
ritmo,
vai!
Olha
a
mandinga,
olha
o
azar
Mas
aqui
no
samba
a
gente
faz
a
festa
passar!
Tem
gente
que
acredita
em
tudo,
juro
que
é
verdade
Se
a
galinha
espirrar
na
rua,
já
procura
explicação
na
cidade
Se
o
chinelo
vira
de
sola
pra
cima
no
meio
do
chão
O
sujeito
já
treme
todo: “
Meu
Deus,
vai
acontecer
uma
confusão!”
Sai
pra
lá
com
esse
papo
de
agouro
e
mal
olhado
O
samba
tá
chamando,
o
batuque
tá
ligado
Quem
vive
de
medo
não
dança,
não
ri
e
não
vai
cantar
Deixa
a
superstição
pra
quem
não
tem
o
que
aproveitar
Eita
superstição!
Olha
essa
confusão!
O
povo
se
assusta
com
qualquer
bobagem,
com
qualquer
fração
Eita
superstição!
Tira
o
pé
do
chão!
A
sorte
a
gente
faz
no
gingado,
na
palma
da
mão!
Gato
preto
atravessou,
o
sujeito
deu
meia-volta
Disse: “
Hoje
eu
não
trabalho!”
e
voltou
pra
própria
porta
O
gato
olhou
pra
ele
com
a
maior
tranquilidade “
Se
eu
dou
azar
pra
você,
quem
me
dá
felicidade?”
O
cara
botou
sal
grosso,
cruzou
os
dedos
com
fervor
Passou
debaixo
da
escada
e
sentiu
logo
um
calor
Mas
o
calor
era
do
surdo,
era
o
pique
da
batida
A
superstição
é
o
atraso,
o
samba
é
quem
dita
a
vida!
Eita
superstição!
Olha
essa
confusão!
O
povo
se
assusta
com
qualquer
bobagem,
com
qualquer
fração
Eita
superstição!
Tira
o
pé
do
chão!
A
sorte
a
gente
faz
no
gingado,
na
palma
da
mão!
Se
cair
o
saleiro,
não
chora,
não
lamenta!
A
gente
joga
por
cima
do
ombro
e
o
som
só
aumenta
Não
tem
ferradura,
não
tem
trevo
de
quatro
folhas
O
que
manda
aqui
é
o
batuque,
a
vida
que
você
escolhas!
Eita
superstição!
Olha
essa
confusão!
O
povo
se
assusta
com
qualquer
bobagem,
com
qualquer
fração
Eita
superstição!
Tira
o
pé
do
chão!
A
sorte
a
gente
faz
no
gingado,
na
palma
da
mão!
É
isso
aí,
deixa
o
gato
passar
O
samba
tá
bom
demais
pra
gente
parar
Superstição
não
paga
conta,
não
traz
alegria
O
negócio
é
curtir,
no
samba,
no
dia
a
dia!
Letra
escrita
pelo
Mário
Cardoso. (
Final
com
cavaco
subindo
e
percussão
explodindo)
Valeu!